Tema
Os incêndios em Portugal diminuíram em número, mas aumentaram em área e continuam a revelar fragilidades profundas na gestão do território. A conclusão é do relatório da Greenpeace “Incêndios florestais em Portugal: mais de 80 anos mostram que o país tem de mudar”, que alerta: o país precisa de reforçar a prevenção, a gestão da paisagem e a adaptação a condições meteorológicas mais extremas.
Os desafios da floresta portuguesa são de ordem ambiental, socioeconómica e estrutural. Alterações climáticas, incêndios rurais, pragas, doenças e espécies invasoras cruzam-se com a fragmentação da propriedade, o abandono rural e a baixa rentabilidade da floresta. Estes e outros fatores podem ser mitigados com respostas integradas dos vários atores envolvidos no território.
Quase um terço da área terrestre do planeta está coberta por floresta em 2025, o equivalente a 4,14 mil milhões de hectares, revela o novo relatório da FAO, que traça o retrato da floresta a nível global. A perda de áreas florestais continuou a abrandar nos últimos cinco anos, mas a redução mantém-se e o mundo tem menos 4,12 milhões de hectares de floresta do que em 2020.
Não se sabe exatamente quando começaram a existir baldios, mas supõe-se que a origem destas terras comunitárias remonte a povos antigos, anteriores à constituição de Portugal. Pelo seu papel na subsistência das comunidades rurais, a sua importância ao longo da história é inquestionável.
A gestão agrupada é um dos caminhos apontados para inverter os baixos índices de gestão florestal e os elevados níveis de abandono observados em zonas rurais, em particular nas zonas do país onde predomina a pequena propriedade. Conheça dois exemplos de agrupamentos que têm trabalhado para aumentar a resiliência e o valor da floresta, apoiando as respetivas comunidades.