A depressão Kristin fustigou territórios que já apresentavam elevada fragilidade estrutural. Os danos em habitações, infraestruturas de comunicações e redes elétricas são preocupantes, mas a destruição do tecido económico florestal é um dano de longo prazo que pode ser irreversível se não agirmos com celeridade e visão estratégica. Subitamente temos um mercado inundado de madeira, que colapsa sob o peso da própria oferta. Os parques públicos de madeiras fazem parte da solução.
A questão deixou de ser a ausência de instrumentos. A questão é a capacidade de execução consistente, focada e continuada.
Este texto nasce da minha intervenção na apresentação pública do livro “Moreira da Silva, um Pioneiro da Ação Florestal”, recentemente publicado. Não é uma transcrição literal desse momento, mas uma reflexão amadurecida, motivada pelo reconhecimento de um legado que importa revisitar, discutir e, sobretudo, aplicar.
Antes de falarmos da erva-das-pampas (Cortaderia selloana), proponho um pequeno exercício: pense numa espécie que conhece – talvez uma planta na sua rua, ou uma que vê na margem da estrada pela qual passa todos os dias… talvez a vespa-velutina que acompanha as suas caminhadas – e pergunte-se se ela se enquadra na definição que se segue.
Desde sempre que o solo desempenha um papel importante na história da humanidade. Fornece alimento, água, abrigo e até medicamentos. Em muitas culturas, a relação com a terra chega mais longe: comer solo (ou argila) faz parte de práticas antigas, conhecidas como geofagia. Apesar de poder parecer estranho para alguns, este comportamento é um costume universal e ancestral, registado em diferentes épocas e locais do mundo.
O Mercado Voluntário de Carbono (MVC) português, instituído pelo Decreto-Lei n.º 4/2024, de 5 de janeiro, surge como uma ferramenta para apoiar a ação climática, acelerar a transição para uma sociedade com menos emissões e contribuir para um futuro sustentável.
Quando pensam em floresta, poucos pensam em inovação. Embora nem sempre visível para quem não se relaciona com a floresta nem com a transformação das suas matérias-primas, a capacidade de inovação da indústria florestal tem dado passos significativos nas últimas décadas. E a inovação neste sector abrange praticamente todas as etapas em que possamos pensar, desde o melhoramento genético à gestão no terreno, passando pela descoberta de novas aplicações para os materiais que brotam das árvores.