A floresta continua a expandir-se na Europa, mas o ritmo de crescimento desacelerou, revela o novo relatório sobre o estado da floresta europeia em 2025. O documento indica também um crescendo de pressões relacionadas com o clima, que têm de ser incorporadas no planeamento e gestão florestal.
As alterações climáticas vão potenciar mudanças na dinâmica dos carvalhos ibéricos, favorecendo a sua deslocação para norte e para zonas mais elevadas. As áreas com condições para o sobreiro deverão aumentar, promovendo a expansão desta espécie, mas diminuirão as zonas onde (principalmente) o carvalho-negral conseguirá crescer.
A floresta da Madeira e as outras áreas arborizadas deste arquipélago ocupam um total de 37,5 mil hectares, cobrindo perto de 48% do território das ilhas da Madeira e Porto Santo. Os números são apresentados no terceiro Inventário Florestal desta Região Autónoma, que indica um aumento de 3,1 mil hectares na área florestal entre 2015 e 2025.
A depressão Kristin fustigou territórios que já apresentavam elevada fragilidade estrutural. Os danos em habitações, infraestruturas de comunicações e redes elétricas são preocupantes, mas a destruição do tecido económico florestal é um dano de longo prazo que pode ser irreversível se não agirmos com celeridade e visão estratégica. Subitamente temos um mercado inundado de madeira, que colapsa sob o peso da própria oferta. Os parques públicos de madeiras fazem parte da solução.
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