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Apesar do contributo da floresta como sumidouro de carbono ser positivo em muitos países, incluindo em Portugal (na maioria dos anos), o saldo entre gases com efeito de estufa emitidos e retidos está longe da neutralidade. Esta realidade tem acelerado as alterações climáticas em Portugal e no mundo, com impactes também para as florestas.
2003, 2005 e 2017 foram os anos dos mais severos incêndios rurais e contribuíram para que a área ardida em Portugal fosse das maiores da Europa desde 2000. Para além de refletirem mudanças na utilização do espaço rural, estes registos estão diretamente relacionados com condições meteorológicas extremas.
Os desafios da floresta portuguesa são de ordem ambiental, socioeconómica e estrutural. Alterações climáticas, incêndios rurais, pragas, doenças e espécies invasoras cruzam-se com a fragmentação da propriedade, o abandono rural e a baixa rentabilidade da floresta. Estes e outros fatores podem ser mitigados com respostas integradas dos vários atores envolvidos no território.
Alvo de crescentes pressões, principalmente resultantes das atividades humanas, muitos sistemas ribeirinhos encontram-se degradados e a perder as suas funções naturais. Conheça como o restauro fluvial pode ajudar a reverter esta perda de valor ecológico dos nossos rios e ribeiras, assim como algumas das intervenções que têm sido feitas em Portugal.
As florestas removem dióxido de carbono da atmosfera, ajudando a mitigar os efeitos das alterações climáticas. Em Portugal, o seu contributo tem sido positivo, exceto em anos de grandes incêndios. Em 2023, o CO2 removido pela floresta portuguesa totalizou cerca de 1,44 megatoneladas (remoção bruta) de um total de 53,25 megatoneladas de emissões nacionais de gases com efeito de estufa.
Uma tese académica recente identificou várias estratégias que ajudam a promover o papel dos proprietários e das comunidades rurais na redução do risco de catástrofes naturais, apoiando-os a prestar um serviço que beneficia toda a sociedade. Para saber mais, falámos com a autora, Leonor Cesar das Neves.