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Em 2025, o valor das exportações florestais portuguesas totalizou 6,156 mil milhões de euros, revela o Instituto Nacional de Estatística. Tal como em anos anteriores, o segmento da pasta, papel e cartão foi responsável por mais de metade do montante das exportações do sector, com forte contributo para o excedente da balança do comércio internacional.
Com um volume de negócios de quase de 12,3 mil milhões de euros na indústria de base florestal e de mais de 1,2 mil milhões de euros nas empresas silvícolas em 2024, a economia da floresta tem um impacte muito significativo nas contas nacionais. De fora ficam valores não contabilizados e difíceis de mensurar, como o contributo para o turismo de natureza, a biodiversidade ou a produção de oxigénio, entre muitas outras atividades que contribuem para a economia da floresta.
Quando imprimimos uma folha ou lemos um livro raramente pensamos na complexidade que está por detrás de algo tão comum, como o papel. Contudo, a produção de papel é um processo industrial exigente e sofisticado, que combina engenharia e tecnologias de ponta, e envolve dezenas de profissionais com diferentes especializações. Etapa a etapa, eis o processo que transforma a madeira nas folhas de papel que usamos diariamente.
Em Portugal, as principais árvores plantadas para produzir papel são eucalipto e pinheiro-bravo. Na Europa e nos EUA, a maioria são coníferas – espruces e pinheiros – mas também há folhosas, como choupos e carvalhos. No Brasil e na China, os eucaliptos estão entre as mais representativas. O facto de nem todas as espécies se adaptarem às mesmas regiões bioclimáticas dita boa parte das diferenças.
As exportações do sector florestal português aumentaram para mais de 6,4 mil milhões de euros em 2024, 1,9% acima do ano anterior. O principal contributo veio da pasta, papel e cartão, cujas vendas ao exterior representaram mais de metade do total exportado pelo sector, aproximando-se dos 3,3 mil milhões de euros.
Mais de 115 mil pessoas tiveram emprego no sector florestal em Portugal, em 2023. A maioria destes postos de trabalho são criados pelas fileiras industriais da floresta e pela silvicultura. No total, cerca de 20 mil empresas contribuíram para este dinamismo, que é particularmente relevante para revitalizar as áreas rurais.