Apesar dos progressos alcançados, continuamos a acreditar que o principal desafio da floresta portuguesa permanece o mesmo: criar condições para que a gestão aconteça de forma consistente ao longo do tempo.
No caso da OFA, esse caminho passa pela consolidação e expansão das Unidades de Gestão Conjunta, envolvendo mais proprietários, reforçando parcerias e alargando a intervenção a novas áreas e novos modelos de valorização da floresta.
Acreditamos que existe ainda potencial para aumentar a escala de gestão, melhorar a eficiência das intervenções, reduzir custos e criar condições para captar novos investimentos e mecanismos de apoio à gestão florestal. Ao mesmo tempo, importa mobilizar novos parceiros para a valorização dos recursos florestais e das áreas de conservação, através de instrumentos como a certificação da gestão florestal, o reconhecimento dos serviços dos ecossistemas e outras formas de remuneração associadas à gestão ativa e responsável do território.
A experiência adquirida ao longo dos últimos anos demonstra que projetos desta natureza exigem estabilidade, continuidade e capacidade de planeamento a longo prazo. Mobilizar proprietários, construir relações de confiança, implementar modelos de gestão conjunta e acompanhar os seus resultados são processos que requerem vários anos. E para que possam consolidar-se e ampliar o seu impacto, consideramos importante avançar na reflexão sobre a implementação de contratos-programa com as Organizações de Produtores Florestais, criando condições para uma intervenção mais estável, previsível e orientada para resultados de longo prazo.
A floresta precisa de investimento, conhecimento e inovação. Mas precisa, acima de tudo, de continuidade. Porque uma floresta bem gerida não se constrói num ano, nem num projeto. Constrói-se ao longo de décadas, através do trabalho persistente dos proprietários, dos técnicos, das empresas e de todas as entidades que contribuem diariamente para a valorização do território.
É neste caminho que a OFA continua a trabalhar, acreditando que os desafios da floresta se ultrapassam mais facilmente quando existe cooperação, proximidade e um compromisso partilhado com o território.
Porque juntos fazemos (a) floresta.