Quando os dias se tornam maiores e as tardes são solarengas, a sala de estudo sai à rua e instala-se a mesa de bancos compridos à sombra da carvalheira grande. Alunos, alunas e professores sentam-se, contemplam as dimensões da copa, sentem a sua frescura na agitação da folhagem, admiram a verdura das bolotas e chegam a ouvir-se propostas de as colecionar… Logo que prontos os trabalhos de casa! – remata a professora.
Sob as árvores de uma floresta, existe um “mundo” de organismos que influencia o funcionamento do ecossistema. Por sua vez, as diferentes espécies vegetais também influenciam as comunidades microbianas do solo. Solo, plantas e microrganismos mantêm interações invisíveis que importa compreender para sabermos mais sobre os processos que moldam a saúde, a funcionalidade e a resiliência das florestas.
Estar entre as árvores, sentir o movimento das suas folhas ao vento ou observar os feixes de luzes que atravessam as copas é proporcionar um olhar mais atento sobre este património vivo, sensibilizando a sociedade para os muitos papéis desempenhados pelas árvores e mobilizando-a para a sua valorização e preservação. É este o propósito da peça “Entre as Árvores” e de a apresentar fora das paredes do teatro.
Aumentar a representatividade institucional, promover a renovação geracional e apostar numa capacitação técnica contínua, que privilegie a vertente prática e aborde as grandes agendas de mudança. Estas são três prioridades para reforçar a atratividade da Engenharia Florestal em Portugal e garantir que a profissão tem o peso correspondente à importância que desempenha realmente na gestão sustentável de um território com futuro.
O restauro das linhas de água e da vegetação que as envolve é uma forma promissora de criar corredores de conservação em plantações florestais, promovendo descontinuidades que protegem a produção, reduzem riscos, melhoram habitats e apoiam novas formas de financiamento. É isso que está a fazer o projeto CCforBio, com trabalhos de campo a decorrer na Mata Nacional das Dunas de Quiaios: desenvolver conhecimento científico e métricas mensuráveis que justificam os benefícios de transformar uma “faixa perdida” numa infraestrutura ecológica.