Ao longo dos anos e pelo contacto próximo com os proprietários, tornou-se evidente que para enfrentar muitos dos desafios da floresta de forma eficaz é indispensável cooperação, escala e capacidade de organização, algo particularmente importante num território marcado pelo minifúndio. Foi neste contexto que a Organização Florestal Atlantis promoveu o modelo de Unidades de Gestão Conjunta, criando condições para que a gestão aconteça e se mantenha.
O papel continua a ser central na escrita e na aprendizagem, mas esta visão já não é suficiente para o descrever como um material capaz de detetar, comunicar, conduzir, isolar, reagir… Além de ampliar as funções do papel, a inovação que desenvolvemos está a posicionar este material vindo da floresta como protagonista de uma inovação que responde a desafios concretos da sustentabilidade.
Seis anos após o lançamento do Florestas.pt, mantemos o objetivo que lhe deu origem: contribuir para melhor conhecer, valorizar e cuidar da floresta em Portugal. Fazemo-lo reunindo diferentes intervenientes, áreas do saber e perspetivas para disponibilizar informação atualizada, fidedigna e contextualizada sobre as árvores e as florestas, nas suas dimensões natural, social, económica e cultural.
Durante muitos anos, o carvalho-de-monchique foi, para a maioria dos portugueses, apenas mais uma árvore rara, escondida nas serras húmidas do sudoeste ibérico. Hoje sabemos que é muito mais do que isso: trata-se de uma das árvores mais ameaçadas da flora portuguesa e de uma verdadeira relíquia biogeográfica associada às florestas maduras e húmidas do sudoeste de Portugal. Estes ecossistemas únicos concentram, aliás, algumas das espécies mais raras e vulneráveis do país.
A madeira é, talvez, o material de construção mais elementar da humanidade, tendo acompanhado a nossa evolução desde as primeiras cabanas até às catedrais medievais. No entanto, o seu percurso na engenharia moderna, durante o seculo XX, foi um autêntico sobe e desce a nível de procura e desempenho. Nos finais desse século, o cenário inverteu-se e a madeira voltou a ser considerada como um material de engenharia e construção de alta tecnologia.
Um levantamento recente da biodiversidade nas florestas de Arouca, feito com recurso a vestígios de ADN ambiental, revelou a presença de 339 espécies ou géneros animais em zonas florestais de conservação e de 191 espécies ou géneros em zonas florestais de produção. Os dados sobre a sua presença e dinâmicas ajudam a traçar estratégias que favoreçam a diversidade a longo prazo em florestas geridas com diferentes objetivos.