As árvores partilham connosco mais do que o mesmo planeta. Nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. Não se movem como nós, mas podem “viajar” através das suas raízes, sementes, pólen e propágulos. Como nós, reagem ao ambiente que as rodeia, vivem dos recursos que alcançam e deixam descendentes que perpetuam este ciclo.
Como nós, também têm mais força em conjunto. Não só entre si, mas também com os outros seres vivos, com quem estabelecem relações, muitas delas de mutualismo: um “ganha-ganha” que permite partilhar recursos, criar equilíbrios, sustentar a vida e transformar o território onde vivem.
Também o Florestas.pt vive deste exercício de mutualismo entre diferentes intervenientes do meio florestal, com o objetivo de ir mais longe na partilha de conhecimento e na aproximação entre ciência, gestão, economia, cultura e sociedade.
Seis anos passados sobre o lançamento do Florestas.pt, já partilhámos algum do muito conhecimento disponível sobre as árvores que vivem connosco, os ecossistemas onde crescem e os desafios que enfrentam. Muitos desses desafios estão interligados às pessoas e à forma como agimos enquanto sociedade. Neste mundo em que habitamos e em que dependemos uns dos outros, somos chamados a participar nesta teia de conhecimento, responsabilidade e evolução.
Como pessoas, temos sido uma poderosa força de transformação do planeta e da paisagem, com bons e maus exemplos. Como pessoas, temos a opção de escolher: contribuir, construir, ignorar ou criticar e destruir. E cada um de nós ocupa um nicho que lhe fornece uma visão única, embora parcial.
Sabemos já algumas coisas sobre as “partes”, mas menos sobre “o todo” – o ecossistema. O seu dinamismo é complexo e ainda algo misterioso. Só em conjunto, com a ajuda dos vários intervenientes e saberes, o vamos decifrando e entendendo.





