Erosão hídrica: influência natural e humana
A água das chuvas é uma das principais causas da erosão do solo. Embora este fenómeno dependa, em grande parte, de fatores naturais, os seus efeitos podem ser significativamente minorados ou agravados pela atividade humana.
A erosão hídrica resulta de um conjunto de ações sequenciais que conduzem à degradação e destruição do solo. Primeiro, a chuva provoca a desagregação das partículas do solo; depois, a água que escorre à superfície transporta-as ao longo das encostas; finalmente, à medida que a água perde força para as transportar, ocorre a deposição de sedimentos. Em grandes chuvadas, estes sedimentos são, muitas vezes, arrastados até aos cursos de água.
As gotas da chuva e a escorrência das águas pelas vertentes são os principais agentes da erosão. A intensidade deste processo depende, sobretudo, da relação e interação entre dois fatores:
- A erosividade, que decorre das características da precipitação e da escorrência. No primeiro caso, depende da dimensão das gotas de chuva e da velocidade, intensidade, ângulo e direção com que chegam ao solo, bem como frequência e duração da precipitação. No segundo, está relacionada com o caudal, a profundidade e velocidade do fluxo, a frequência e a duração do escorrimento superficial e o seu teor em sedimentos.
- A erodibilidade, que corresponde à sensibilidade do solo à erosão e que depende das propriedades do solo e da topografia – tamanho das partículas, estabilidade dos agregados e capacidade de infiltração do solo –, mas também das condições da superfície, da vegetação existente e das práticas de uso e gestão do solo, que são, em muito, determinadas pela ação humana.