No início do século XXI, o gato-bravo (Felis silvestris) era considerado uma espécie “Vulnerável” em Portugal, mas desde 2023 que este mamífero de aspeto semelhante aos gatos domésticos passou a constar dos mamíferos “Em Perigo” de extinção.
A sua distribuição reduzida, descontínua e fragmentada no nosso país contribuiu para que a avaliação feita pelo “Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental”, em 2023, o tenha colocado na segunda categoria de risco de extinção mais preocupante (a primeira é “Criticamente em Perigo”), de acordo com a escala da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
Embora o tamanho da população de gato-bravo seja desconhecido em Portugal, estima-se que a espécie ocupe uma área inferior a 500 quilómetros quadrados e esteja separada em núcleos isolados, onde os indivíduos maduros (nos quais se incluem os reprodutores) podem não ultrapassar uma centena.
Norte de Portugal e interior do Alentejo são as zonas com mais núcleos populacionais confirmados, embora outros, muito dispersos, estejam identificados pelo centro e norte do país.









