Até ao Renascimento, não existem registos de árvores na pintura europeia como tema autónomo. A natureza era um elemento pouco retratado que surgia esporadicamente para enquadrar cenas religiosas em frescos ou iluminuras. As únicas árvores com algum protagonismo ilustravam histórias bíblicas, como as que representam a “Árvore da Vida” e a “Árvore do Conhecimento”, e continuaram a ser pintadas ao longo dos tempos.
Nesta época, o renascentista alemão Lucas Cranach, “o Velho” (1472 – 1553), pintou mais de meia centena de versões da “Tentação de Adão e Eva”. Algumas mostram o jardim do Éden como plano de fundo, com várias árvores, plantas e animais; outras destacam a “Árvore do Conhecimento” como cenário central da tentação. Seja qual for a representação, o protagonismo recai sempre sobre o par e o pecado originais – nunca sobre as árvores ou a natureza em si.
Embora o Renascimento tenha trazido à pintura novas perspetivas, temas e técnicas, incluindo a pintura da paisagem e a tinta a óleo, os trabalhos dos pintores eram maioritariamente feitos por encomenda. Por isso mantiveram-se limitados aos motivos comissionados: temas religiosos, históricos (como batalhas) e retratos da realeza e da nobreza.
Ainda assim, é no início do século XVI que surge a pintura da paisagem, com a Escola do Danúbio, na região da Áustria e Baviera.















