Neste contexto, um dos impérios com maior influência na Península Ibérica foi o Romano, que trouxe à região um novo dinamismo. Com o aumento populacional e a construção de novas cidades e redes viárias, aumentaram também as atividades agrícolas e de mineração, que intensificaram a necessidade de madeira. Esta foi, assim, uma fase de pronunciada redução da floresta em Portugal.
Entre os séculos V e VIII, com as invasões bárbaras, há alguma recuperação da área florestal, nomeadamente das florestas de bétula e pinheiro em serras e montados, até porque estes povos tinham uma relação mais próxima com a floresta.
Contudo, entre 711 e 716, a história da floresta em Portugal volta a inverter-se, com a invasão muçulmana da Península Ibérica. As novas técnicas de regadio e as plantas que trouxeram (trigo-rijo, arroz, laranja-amarga, entre outras), juntamente com o aumento da transumância (deslocação sazonal de rebanhos entre zonas baixas no verão e zonas altas no inverno), levaram a um novo aumento da área agrícola às custas da floresta.
Adicionalmente, os muçulmanos dedicaram-se à construção naval, sobretudo no Sul, com maior consumo das espécies florestais mais comuns nesta zona, como o sobreiro e o pinheiro-manso.