As amoras e as folhas que alimentam os bichos-da-seda tornaram a amoreira bastante conhecida em Portugal, mas estas árvores vieram de longe e pertencem a um conjunto de espécies que foram amplamente cultivadas em geografias distantes, tendo-se naturalizado fora da sua zona de origem.
De nome científico Morus, as amoreiras pertencem à família das moráceas (Moraceae), que inclui várias espécies conhecidas pela produção de frutos comestíveis, como a figueira (Ficus carica) que temos em Portugal e a fruta-pão ou árvore-do-pão (Artocarpus altilis) que é cultivada habitualmente nos trópicos.
As espécies desta família são habitualmente árvores ou arbustos lenhosos, de distribuição natural predominantemente tropical e subtropical. Contudo, algumas conseguem adaptar-se a outros climas e foram introduzidas nas regiões temperadas (principalmente nas temperadas mais quentes), não só pela utilização dos seus frutos, folhas e madeira, mas também com fins ornamentais.
As amoreiras possuem uma elevada diversidade genética e existem muitas espécies e variedades que podem crescer em diferentes climas, solos e condições ecológicas. A diversidade abrange também diferentes características morfológicas, bioquímicas e fisiológicas. Esta diversidade contribui para uma taxonomia complexa e a classificação do género Morus torna-se ainda mais complicada porque as espécies cruzam-se entre si com frequência (hibridizam) e muitos dos híbridos são férteis.













