Lançado em 2010, numa iniciativa conjunta do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Quercus, o Programa Floresta Comum volta em 2026 para fomentar a criação de mais florestas autóctones “com altos índices de biodiversidade e de produção de serviços de ecossistema”, através da doação de materiais florestais reprodutivos.
As candidaturas para receber estas jovens árvores e arbustos, que terminam a 30 de setembro de 2026, podem ser feitas unicamente por autarquias, outras entidades públicas e órgãos gestores de baldios, que apresentem um de dois tipos de projetos:
- Projetos florestais ou de conservação da natureza e recuperação da biodiversidade;
- Projetos educativos, incluindo projetos relativos a parques florestais urbanos.
Em linha com o objetivo global de promover florestas autóctones, a grande maioria dos materiais florestais reprodutivos disponíveis na edição do Floresta Comum 2026-2027 corresponde a espécies nativas, como por exemplo a azinheira (Quercus rotundifolia), o medronheiro (Arbutus unedo), o salgueiro-preto (Salix atrocinerea) e o teixo (Taxus baccata).
A lista inclui também alguns exemplares de espécies exóticas de uso ornamental e alimentar, como a casuariana (Casuarina equisetifolia), a nespereira (Eriobotrya japonica) e a romãzeira (Punica granatum).
No total, existem mais de 30 espécies e 75 mil plantas. A lista completa, com espécies, quantidades disponíveis e localização dos viveiros onde se encontram pode ser consultada no site do Programa Floresta Comum, no separador “As plantas disponíveis para esta campanha”.
Uma vez atribuídas, as plantas terão de ser levantadas nos viveiros que integram a Bolsa Nacional de Espécies Autóctones: Amarante, Malcata, Valverde e Monte Gordo. Refira-se que algumas espécies estão apenas disponíveis em determinados viveiros, de acordo com as regiões onde se adaptam melhor e as suas exigências ecológicas específicas.