Ainda assim, a espécie tolera menos humidade e as regiões onde melhor cresce no nosso país – principalmente zonas de clima temperado de influência atlântica – caracterizam-se por serem mais chuvosas do que a média. No Buçaco, onde existem muitos exemplares, a precipitação média anual ultrapassa os 1500 milímetros.
A culpa dos equívocos que envolvem a designação do Cupressus lusitanica deve-se à caracterização inicial da espécie, que foi feita pelo botânico francês Joseph Pitton de Tournefort (1656-1708) durante uma viagem a Espanha e Portugal, iniciada em 1689.
No Buçaco, Tournefort viu os primeiros exemplares destas árvores, que desconhecia. Pensando que eram nativas, nomeou a espécie “Cupressus lusitanica patula, fructu minore” (lusitanica em referência ao nosso território, então conhecido como Lusitânia). Mais tarde, em 1768, o botânico inglês Philip Miller (1691 – 1771) renomeou-a segundo o sistema binomial de Carl Lineu, como Cupressus lusitanica.
A designação Cupressus lusitanica acabou por ser usada na Europa e no Brasil, embora a certa altura se tenha pensado que a espécie teria sido trazida da antiga Índia portuguesa. Por esta razão, também ganhou o nome comum de cedro-de-Goa. Só mais tarde se compreendeu que a sua verdadeira origem era a América Central.