No interior das árvores circulam água, sais minerais, açúcares e muitos outros compostos essenciais ao seu funcionamento. Em algumas espécies, parte deste líquido pode ser recolhida e aproveitada na alimentação humana. A valorização destas seivas das árvores é uma prática cuja origem se perde no tempo.
Muito antes da chegada dos europeus à América, os povos do norte já recolhiam a seiva de diferentes bordos ou áceres (Acer spp.) para obterem alimentos açucarados. O nome da espécie mais conhecida pela recolha desta seiva é sugestivo da sua doçura: tanto o nome comum, bordo-açucareiro, como o nome científico, Acer saccharum. Esta espécie é a principal fonte de xarope de ácer na América do Norte, embora a seiva também possa ser recolhida nos troncos de outros bordos, como o bordo-vermelho (Acer rubrum), o bordo-negro (Acer nigrum) e o bordo-prateado (Acer saccharinum). As diferentes espécies têm, contudo, composições e concentrações de açúcares distintas.
O bordo-açucareiro, cuja seiva é rica em sacarose, é indicado como o “mais doce”, embora existam variações entre árvores de diferentes povoamentos, locais e idades.













